Usina de produção de etanol (Foto Senar/PR)
Devem ser adquiridos, ao todo, 665,11 milhões de créditos até 2036; aumento dos créditos exigidos é progressivo
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta terça-feira (15/9), a consulta pública sobre as metas decenais de Créditos de Descarbonização (CBIOs) a serem adquiridos por distribuidoras de combustíveis de 2027 a 2036. Ao todo, são 665,11 milhões de créditos.
Ao longo dos anos, há um aumento no total de CBIOs exigidos, chegando a 73,45 milhões de créditos em 2036, quando é projetada uma redução de 12,1% nas emissões do segmento.
Esses créditos são a parte material da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que define objetivos de descarbonização para distribuidores de combustíveis líquidos derivados de petróleo, com o objetivo de incentivar a produção de renováveis.
As distribuidoras de combustíveis precisam adquirir CBIOs que são gerados pelas usinas de biocombustíveis certificadas para emissão.
Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida no ciclo de vida de produção de etanol, biodiesel e biometano.
Confira as metas de créditos e a redução de emissões pretendida para os próximos anos, respectivamente:
- 2027: 56,00 milhões de CBIOs; redução de 6,3% nas emissões;
- 2028: 56,41 milhões de CBIOs, redução de 7,7% nas emissões;
- 2029: 61,24 milhões de CBIOs, redução de 9,1% nas emissões;
- 2030: 64,08 milhões de CBIOs, redução de 10% nas emissões;
- 2031: 67,13 milhões de CBIOs, redução de 10,6% nas emissões;
- 2032: 68,81 milhões de CBIOs, redução de 10,8% nas emissões;
- 2033: 71,29 milhões de CBIOs, redução de 11,1% nas emissões;
- 2034: 72,54 milhões de CBIOs, redução de 11,37% nas emissões;
- 2035: 73,45 milhões de CBIOs, redução de 11,8% nas emissões;
- 2036: 74,16 milhões de CBIOs, redução de 12,1% nas emissões.
Interessados podem contribuir até 29 de outubro, neste link.
Fonte: Eixos
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