Informe Platts

Informações fornecidas pela agência Platts, parte da S&P Global Commodity Insights, com notícias relevantes sobre o setor
*Agência Platts – 20 de abril de 2026*
• Os preços de S10 subiram ontem, em linha com o Heating OIl. A crescente incerteza no mercado externo e os subsídios do governo estão aumentando a aversão ao risco no mercado doméstico brasileiro e desestimulando os participantes de novas negociações. A véspera de um feriado nacional desacelerou ainda mais a atividade. As ofertas em Santos e Paranaguá variaram de PB+R$ 1.100 /m³ a PB+R$ 1.220/m³. As indicações de mercado estavam em PB+R$ 1.500 /m³ no Nordeste.
• Os preços de gasolina subiram levemente no mercado spot ontem, seguindo, em parte, a alta observada nos mercados futuros. Os relatos, contudo, continuaram de sendo de calmaria no mercado FCA, sem atividade firme. Ao mesmo tempo, a continuidade da alta do RBOB foi suavizada parcialmente por maiores descontos oferecidos na base DAP. Na sexta-feira, a Platts ouviu que negócios foram fechados em RBOB junho -30 cpg para cargas russas e em RBOB junho -22 cpg para o produto de outras origens, ambos com entrega na janela de 20 a 25 de maio. Esse nível voltou a ser corroborado ontem.
• Os preços do petróleo responderam ontem a deterioração do quadro entre EUA e Irã, após a apreensão de um navio iraniano pelos EUA e a volta do Estreito de Hormuz a um status “efetivamente fechado” para grande parte do tráfego comercial. A percepção de risco ganhou força porque o cessar-fogo EUA-Irã expira em 22 de abril, e ainda há incerteza sobre a rodada de conversas prevista para esta terça-feira (21).
• O fluxo de navios pelo Estreito de Hormuz caiu fortemente: apenas oito embarcações transitaram em 19 de abril, contra 29 no dia 18 (queda de cerca de dois terços), segundo dados de S&P Global Commodities at Sea. O movimento de “dar meia-volta” também aumentou: ao menos 39 navios tentaram avançar e recuaram em 18 de abril, em meio a alertas e incidentes na região. 
• A guerra na Europa continua a afetar a infraestrutura energética. Nos últimos dias, ataques de drones ucranianos atingiram refinarias e portos russos, incluindo as instalações de Novokuybishev, Syzran e Tuapse, causando incêndios e danos significativos. Em meio a essas disrupções e à crise no Oriente Médio, o Tesouro dos EUA estendeu por mais um mês o alívio de sanções sobre algumas vendas de petróleo russo, visando estabilizar a oferta global. A medida já impacta os diferenciais do petróleo russo, que vê seus descontos diminuírem no mercado internacional.
• Enquanto isso, na Bolívia, a estatal YPFB está intensificando as entregas de diesel na região de Santa Cruz para evitar a escassez. A demanda local aumentou 40% acima da média devido ao início da colheita da cana-de-açúcar, pressionando a capacidade logística do país, que já enfrenta desafios após um escândalo de adulteração de combustível.
• Nos EUA, os estoques de petróleo bruto devem cair 3,3 milhões de barris na semana até 17 de abril, impulsionados pelo aumento da demanda das refinarias e por exportações fortes, segundo analistas consultados pela Platts. A tendência se estende aos derivados, com os estoques de gasolina prevendo a décima queda semanal consecutiva e os de destilados recuando 1,1 milhão de barris para novas mínimas.
• No mercado externo, os contratos futuros do petróleo dispararam com a escalada das tensões entre EUA e Irã antes do fim de um cessar-fogo. Com as negociações de paz paralisadas, o risco de mais conflitos e preços altos no Golfo Pérsico aumenta. Na NYMEX, o Heating Oil para junho subiu 13,74 cpg, para US$ 3,4393/galão, e o RBOB do mesmo mês avançou 10,61 cpg, para US$ 3,0356/galão.
• Convite: No dia, 28 de abril, às 11h de Brasília, vamos realizar no LinkedIn live um webinar sobre as pressões externas no mercado de diesel brasileiro. Link do evento.