As exportações de petróleo bruto chegaram a quase um milhão de barris por dia no período, favorecidas pelo crescimento da produção. Foto: Petrobras/Divulgação
Alta no refino de derivados e petróleo valorizado impulsionam receitas; empresa injetou R$ 26,7 bilhões em investimentos no 2º trimestre de 2026.
A Petrobras registrou um lucro líquido ajustado de R$ 55,8 bilhões (US$ 11,1 bilhões) no segundo trimestre de 2026, excluindo eventos exclusivos. O resultado financeiro foi impulsionado pelo avanço da extração de petróleo e pelo uso intensivo das refinarias, em um momento de valorização do barril de Brent no mercado internacional.
O EBITDA ajustado da petroleira alcançou R$ 100,6 bilhões (US$ 20 bilhões) entre abril e junho. O desempenho operacional também fortaleceu a posição de caixa da estatal brasileira, que colheu frutos do aumento no volume de vendas no exterior e do abastecimento interno.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, destaca Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
Aumento na produção de derivados e corte nas importações
As exportações de petróleo bruto chegaram a quase um milhão de barris por dia no período, favorecidas pelo crescimento da produção. Ao mesmo tempo, a fabricação de derivados de petróleo atingiu 1,9 milhão de barris por dia, o que representa uma expansão de 5,6% quando comparada ao primeiro trimestre de 2026.
Esse salto na oferta das refinarias nacionais resultou em marcos operacionais para combustíveis específicos. A produção de diesel S10 bateu 509 mil barris por dia, enquanto o querosene de aviação (QAV) chegou a 109 mil barris diários.
O incremento no processamento de derivados reduziu a dependência externa de combustíveis em um momento de instabilidade no exterior. Com o parque fabril operando em patamares elevados, a Petrobras diminuiu as importações de derivados em 40% em relação ao primeiro trimestre.
Arrecadação de tributos e pagamento de dividendos aos acionistas
A movimentação financeira se refletiu em forte repasse aos cofres públicos no segundo trimestre de 2026. A companhia pagou R$ 88,6 bilhões em tributos para as esferas Federal, estaduais e municipais, além de participações governamentais.
O valor repassado representa uma expansão de aproximadamente R$ 22 bilhões na comparação com o montante quitado pela Petrobras no mesmo período do ano passado. Além da arrecadação pública, os acionistas públicos e privados terão direito ao recebimento de proventos aprovados pela administração da empresa.
Ao todo, foram aprovados R$ 17,4 bilhões sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao balanço do período.
Redução no endividamento bruto e aportes no pré-sal
No indicador de endividamento, a dívida bruta da Petrobras fechou o trimestre em US$ 70,8 bilhões. O número se manteve abaixo do teto de US$ 75 bilhões estipulado no Plano de Negócios 2026-2030, com a petroleira mantendo a perspectiva de convergir o passivo para US$ 65 bilhões ao longo da vigência do plano.
Os investimentos somaram R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) no trimestre. Do total aplicado, a fatia de 82% foi direcionada ao segmento de Exploração e Produção para sustentar a trajetória de alta na extração, focando no desenvolvimento de frentes novas e projetos complementares.
O montante financiou o avanço da construção das plataformas P-80, P-82 e P-83, unidades do tipo FPSO destinadas ao campo de Búzios e programadas para operar em 2027. Os aportes cobriram ainda a interligação de poços para acelerar a produção das plataformas P-78 (Búzios 6) e P-79 (Búzios 8), que já estão em atividade.
Com informações da Agência Petrobras.
Fonte: Movimento Econômico
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