Conselho Nacional de Política Energética realizará no próximo dia 24 de junho encontro para debater aumento da mistura do etanol na composição da gasolina. Medida contribui com meio ambiente. Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

CNPE realiza reunião extraordinária em 24 de junho para votar elevação do etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, o que injeta mais um bilhão de litros do biocombustível no mercado.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realizará, no dia 24 de junho, na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, uma reunião extraordinária para deliberar, entre outras pautas, sobre o aumento da mistura obrigatória do etanol anidro à gasolina dos atuais 30% (E30) para 32% (E32). A reunião deverá contar com a participação do presidente Lula (PT), do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e dos demais integrantes do colegiado.

O encontro ocorre após o presidente Lula e o ministro Alexandre Silveira receberem, na semana passada, representantes das principais entidades e empresas do setor sucroenergético brasileiro para discutir o tema. Entre os participantes estavam o presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro, e o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) e presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha.

“A reunião do dia 24 de junho tem por objetivo, após estudos e testes de adequação realizados ao longo de cerca de um ano, homologar a mistura de etanol anidro na gasolina para 32%, o que equivale à entrada de mais um bilhão de litros no mercado de anidro. É a coroação de inúmeros testes feitos não apenas com automóveis, mas também com motocicletas e todo o universo de veículos que utilizarão a gasolina com um componente ambiental maior”, afirmou Renato.

Estudos sobre ampliação da mistura do etanol com gasolina

Os estudos de viabilidade da mudança foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, responsável também pelos testes técnicos que comprovaram anteriormente a viabilidade da mistura de 30% de etanol anidro na gasolina (E30). A pesquisa serviu de base para a Lei do Combustível do Futuro e para a ampliação do percentual obrigatório nos postos.

Segundo Renato Cunha, a mudança contribui para a descarbonização da matriz energética e para a melhoria da saúde pública, ao reduzir a poluição urbana.

“O etanol anidro é um combustível ambientalmente mais correto, em linha com as regulamentações internacionais que estimulam a valorização de produtos mais limpos nos transportes terrestre, aéreo e marítimo”, afirmou.

A iniciativa também deve fortalecer o setor sucroenergético e gerar impacto econômico positivo. “Aumenta o tamanho do mercado e a capacidade de expansão do setor. O Brasil amplia a capacidade de compras pelas distribuidoras, consolidando a rota ascendente do etanol”, disse Cunha.

Entre os integrantes do CNPE estão o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. O conselho é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Fonte: Movimento Econômico

 

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