Caminhão da Shell em posto de combustíveis (Foto Marcos Domingos da Silva/Arquivo pessoal)
Petrobras reduziu o ritmo das importações de diesel em setembro
Comercialização de diesel volta a enfrentar problemas com atraso de subsídio e queda nas importações
A cadeia de comercialização de diesel enfrenta problemas no Brasil em setembro, com um aperto no abastecimento no início do plantio da safra.
- O impacto é sentido sobretudo no Rio Grande do Sul, mesma região que registrou problemas em abril.
O cenário é consequência da queda nas importações pela Petrobras, em meio à disparada dos preços internacionais, somada à demora na regulamentação do subsídio adicional de R$ 1 por litro do diesel anunciado na semana passada.
- O valor e o prazo do benefício dependem de uma portaria do Ministério da Fazenda. A pasta promete a publicação “até o fim desta semana”. Até o fechamento desta edição, o texto não havia sido publicado.
- A Petrobras já disse que aguarda a publicação dos atos legais para avaliação e implementação dos novos preços do diesel.
- Relembre: Diante da crise global no refino, governo amplia subvenções a combustíveis.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, a estratégia da estatal para lidar com a alta internacional dos preços do petróleo foi ampliar a utilização das refinarias nacionais, mas isso não é suficiente para atender a toda a demanda nacional.
- Em paralelo, a grande defasagem entre os preços praticados pela Petrobras e as cotações internacionais fechou a janela para outros importadores e fez com que os pedidos de compra das distribuidoras ficassem concentrados na estatal.
- Dados obtidos com exclusividade pelo eixos PRO mostram que a Petrobras segue sendo a maior importadora de diesel S10 do país desde março, mas os volumes oscilam muito. Veja os detalhes na matéria completa em nosso site.
- A companhia afirma que a importação de diesel para setembro e outubro está em “volumes compatíveis com a demanda” e que “o mercado nacional também é atendido por outros agentes, como distribuidores, importadores e outros produtores, que complementam a oferta de combustíveis”.
O cenário internacional agrava o quadro: os preços do barril de petróleo voltaram à casa dos três dígitos este mês, com o aumento das tensões no Oriente Médio. O aumento nas cotações dos combustíveis tem sido ainda maior do que o petróleo bruto, dada a crise global do refino.
- Além disso, as importações de diesel da Rússia a preços mais favoráveis praticamente cessaram, após os ataques a refinarias que levaram o país a restringir as vendas para o exterior nos últimos meses.
- No mês passado, o Brasil importou o equivalente a apenas 56,1 milhões de quilos de diesel da Rússia, menos de 10% do volume em agosto de 2025. A maior parte do volume do exterior veio dos Estados Unidos.
- Relembre: Importação de diesel da Rússia despenca e Brasil recorre a EUA e Índia.
A crise não é só no Brasil, então fica aqui uma dica de leitura: O New York Times publicou uma lista dos países que estão registrando protestos contra a alta nos preços e problemas no abastecimento de combustíveis, com destaque para pontos críticos na Ásia.
Fonte: Eixos
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