Preços dos combustíveis estão defasados em relação à paridade internacional por causa das valorizações do dólar e do petróleo brent.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que os preços da gasolina estão 15% defasados em relação à paridade internacional, o equivalente a 41 centavos por litro. Já o diesel está 80 centavos defasado, ou 23% abaixo da paridade. Os valores da gasolina não são alterados pela Petrobras há seis meses, enquanto o diesel está inalterado há mais de um ano. A alta defasagem provocada pela valorização do dólar pode afetar negativamente os resultados e os dividendos da Petrobras? Alguns analistas entendem que não.
O banco americano Goldman Sachs afirma em relatório enviado a clientes que a manutenção dos preços nos atuais níveis deve provocar um impacto negativo nos resultados do segmento de refino da estatal, , mas que esses efeitos devem ser mais do que compensados por outras áreas. Os analistas entendem que os segmentos de exploração e produção compensam as perdas no refino por causa da alta dos preços do petróleo e do dólar.
“Se aumentarmos nossas estimativas de preços médios do petróleo brent para o 1º trimestre de cerca de 74 dólares por barril para 81 dólares por barril, veríamos uma potencial de alta de cerca de 3% no Ebitda consolidado da Petrobras para o trimestre, mesmo após contabilizar as margens de refino mais fracas, mantendo tudo mais constante”, escrevem no relatório. Em outras palavras, a Petrobras limita o potencial de crescimento dos lucros ao não reajustar os preços dos combustíveis, mas a rentabilidade da estatal ainda se mantém positiva.
FONTE: VEJA
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