Fórum Nordeste acontecerá às vésperas da COP30/no Mirante do Paço Alfândega/Foto: Arthur Souza
A agenda inclui painéis sobre combustíveis emergentes para aviação, transporte marítimo e biometano, e o crescimento do etanol de milho no Nordeste.
A transição energética brasileira ganhará palco estratégico no dia 1º de setembro, durante a 14ª edição do Fórum Nordeste, promovido pelo Grupo EQM, no Recife. O evento ocorre em um momento de forte instabilidade global, em que energia, política e economia estão no centro das disputas geopolíticas, e busca alinhar o Brasil às discussões internacionais que antecedem a COP30, marcada para novembro em Belém (PA).
O encontro reunirá especialistas, empresários e lideranças políticas no Mirante do Paço, no Bairro do Recife, com transmissão ao vivo pelo canal da Folha de Pernambuco no YouTube. Serão seis painéis sobre energias renováveis, sustentabilidade e descarbonização da economia, reforçando o papel do Nordeste na construção de soluções para os compromissos climáticos e para a bioindústria brasileira.
Segundo Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco e presidente do Movimento Econômico, a edição de 2025 é especialmente significativa:
“Este será o fórum mais importante de todos, em um momento de perturbação geopolítica mundial, onde economia, política e ideologia se entrelaçam. Ao discutirmos transição energética, bioenergia e economia de baixo carbono, estamos definindo uma agenda para um mundo melhor e mais limpo.”
A conferência terá abertura dedicada à COP30, relacionando-a à nova política tarifária dos Estados Unidos e seus efeitos sobre o Brasil. O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty e presidente da COP30, fará participação especial em vídeo. O painel contará ainda com representantes da UNICA, FIESP e Bioenergia Brasil.
Entre os destaques da programação estão debates como “Combustível do Futuro: Caminhos da Bioenergia para atender aos Compromissos Climáticos”, com Pietro Mendes, presidente do Conselho de Administração da Petrobras; e “Quo Vadis: Rumos do Setor Energético do Brasil”, comandado por Plínio Nastari, presidente da Datagro, com representantes da indústria automotiva, da pesquisa acadêmica e da bioenergia.
A agenda inclui ainda painéis sobre o papel do Banco do Nordeste, os combustíveis emergentes para aviação, transporte marítimo e biometano, e o crescimento do etanol de milho no Brasil. Para Mariana Costa, vice-presidente da Folha de Pernambuco, o fórum se consolida como espaço de referência:
“O Fórum Nordeste antecipa as discussões da COP30, apresentando práticas e soluções concretas que unem perspectivas econômicas, ambientais e políticas.”
O executivo Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE e da Novabio, reforça a contribuição do setor sucroenergético para a economia sustentável:
“Vamos ampliar o debate além do açúcar, destacando o etanol e a biomassa como energias essenciais na transição da matriz energética.”
Idealizado por Eduardo Monteiro, o Fórum Nordeste 2025 se firma como uma plataforma de articulação estratégica, conectando líderes empresariais, pesquisadores e formuladores de políticas públicas para responder aos desafios de um mundo em transformação.
Fonte: Movimento Econômico
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