Uma fatia maior da demanda de combustíveis nacional deverá passar a ser atendida pela indústria nacional. A Petrobras concluiu as obras de modernização do Trem I da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), localizada na cidade de Ipojuca (PE). Com o revamp, a planta aumentou sua capacidade de processamento de 115 para 130 mil barris de petróleo por dia – cerca de 11,5%. Foram investidos R$ 93 milhões.

O mais recente plano de negócios da empresa prevê que sejam investidos US$ 19,6 bi no segmento de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes (RTC) até 2029. Isto representa um aumento de 17% em relação ao plano anterior. “Agora vamos concluir o Trem 2 e dobrar a capacidade de processamento da refinaria. É mais investimento, com alto retorno para a sociedade”, explicou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, acrescentando que RNEST é o principal hub da Petrobras nas regiões Norte e Nordeste

Em dezembro de 2024, a RNEST deu a partida na unidade SNOX, primeira do tipo no refino brasileiro, responsável por reduzir emissões de óxido de enxofre (SOx) e óxido de nitrogênio (NOx) e por produzir ácido sulfúrico, um novo produto comercializado pela refinaria, que, além de rentável, vai contribuir com a preservação do meio ambiente. O ácido produzido, dentre outras utilidades, é um importante insumo para tratamento e geração de água potável.

No momento, as obras do Trem 2 estão em processo de contratação. A expectativa é que a construção da unidade gere de cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos. “Teremos investimentos rentáveis, que nos permitirão integração e diversificação dos negócios, com geração de valor na transição energética justa. A implantação do Trem 2 da RNEST vai expandir a capacidade de refino nacional e viabilizar o aumento da produção de derivados como gasolina, GLP, nafta, mas principalmente diesel de baixo teor de enxofre (diesel S10), em atendimento às demandas do mercado, e reduzir a demanda por importação. Até 2029, toda a produção de diesel S500 será substituída pela de diesel S10, com menor teor de enxofre e a RNEST é um elemento importante nessa cadeia”, explicou a diretora executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi.

“O revamp é um importante marco que representa a conclusão das ampliações de capacidade produtiva previstas para o atual Trem de Refino em operação, na busca por melhor escoamento de produtos leves e maior capacidade de processamento de petróleo do pré-sal. Entre todas as refinarias brasileiras, a RNEST apresenta a maior taxa de conversão de petróleo cru em diesel (70%). Com a conclusão do escopo da RNEST (SNOX, Revamp Trem 1 e Trem 2), a refinaria passará a ter capacidade de processar 260 mil barris de petróleo por dia, com acréscimo na produção nacional de diesel S-10 na ordem de 13 milhões de litros por dia”, adiantou o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

Sobre a RNEST

A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) iniciou suas operações em 2014 com o primeiro conjunto de unidades (Trem I), 34 anos depois de construída a última refinaria da Petrobras. É a mais moderna refinaria da companhia e contribui para atender a demanda nacional por derivados de petróleo. A unidade conta com avançadas tecnologias de refino e é a unidade com maior nível de automação. Sua concepção foi projetada para atender a diretrizes de categoria internacional e contempla tecnologias que respeitam o meio ambiente, com destaque para o alto nível de confiabilidade e desempenho, atendimento à qualidade dos produtos, baixo custo de manutenção, baixo consumo energético, uso otimizado de água e a máxima segurança operacional.

 

FONTE: BIODIESELBR

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