Os CBIOs são créditos verdes destinados ao setor que produz biocombustíveis.
A Usina da Cooperativa dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (Coaf) em Timbaúba pagou, esta semana, mais de R$ 500 mil aos seus fornecedores de cana-de-açúcar pela comercialização dos Créditos de Descarbonização (CBios) provenientes da produção de etanol na safra que acabou em janeiro deste ano. Localizada na Mata Norte, a empresa tem cerca de 700 fornecedores.
É o quarto ano consecutivo que os produtores de cana-de-açúcar recebem este crédito. O pagamento desta semana foi referente ao exercício de 2024. Os CBIOs foram criados com o RenovaBio, um programa do governo federal que pretende aumentar, gradativamente, a produção de biocombustíveis no Brasil. Com a iniciativa, as distribuidoras de combustíveis fósseis compram os CBIOs pagos aos produtores de biocombustíveis e de cana-de-açúcar.
“Ainda temos quase 14 mil CBIOs pra vender, mas resolvemos esperar. A nossa expectativa é de que o preço do CBIO valorize com a nova lei que vai entrar em vigor”, resume o presidente da Coaf Timbaúba, Alexandre Andrade Lima. Ele também é presidente da Associação dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco. Esta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse, em visita ao Estado, que vai editar a lei 15.082/24, que altera as regras do RenovaBio. Esta regulamentação vai punir as distribuidoras que não estiverem comprando os CBIOs.
CBIOs são pagos sobre a produção de etanol
De acordo com Alexandre, os valores dos CBIOs não foram maiores por dois motivos. Primeiro, porque a Coaf priorizou o açúcar ao etanol na última safra, devido ao preço melhor. O CBIO é pago somente sobre a produção de etanol. Alexandre também argumentou que o CBIO está com o preço em baixa. “Está sendo vendido por R$ 77, quando já chegou a R$ 200”, comentou.
O pagamento dos CBios ocorre porque a produção de álcool contribui para usar menos combustíveis fósseis, numa iniciativa que recebe o nome de descarbonização. Os combustíveis fósseis contribuem para jogar mais carbono na atmosfera, trazendo como consequência o aquecimento global.
A Usina Coaf Timbaúba moeu 880 mil toneladas de cana-de-açúcar na última safra (24/25), sendo 10% a mais do que a moagem anterior (23/24). “Os cooperados estão aumentando os seus plantios”, explica Alexandre.
*Com informações da Coaf Timbaúba
FONTE: MOVIMENTO ECONÔMICO
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